Ornamentos de Grécia Antiga, cénica de um arcaico palco ou estrado. Os póneis oscilam na vertical da sua dança, o seu olhar arregalado e distante, pautados pelo ranger da madeira que os anos farpam. É a ela que circulam, é por ela que circulam, e assim será enquanto a hora do circo.
Casa de fábulas esvaídas, flores em torno a um claustro. Pinta-se de outra descrição a redoma que eterna consta da condição dos primeiros filósofos, homens solentemente entregues a metaforizar os limites das suas metáforas, os contornos da sua existência o decalque ensombrado das cavernas dos primeiros, e em particular deste mesmo parapeito virtual.
Fica imperfeito e surrealista este seu mesmo quadro, janela de linho desfiado aqui e ali, carcomido acolá. Pois que é noite e não dia, por sobre os vidros da alma.